segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Estado só pagará servidores em banco

Os servidores ativos e inativos do Estado, e os pensionistas judiciais, que recebem créditos por contra recibo, com o uso do CPF, devem regularizar a situação cadastral junto às instituições bancárias.

Por questões de segurança, a partir do dia 10 de março, os salários, proventos, soldos, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares serão compensados apenas em conta bancária válida.

A medida marca a extinção do pagamento excepcional via ‘contra recibo’, serviço disponibilizado pelo Banco do Brasil, e está em consonância com a Resolução n° 3402/2006 do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Os inativos do Estado que recebem por esta modalidade serão comunicados da mudança por carta. Já os ativos e pensionistas judiciais devem observar o Edital de Notificação publicado no Diário Oficial do Estado (DOE).

Em todos os casos, a orientação é para regularização dos dados cadastrais junto à instituição financeira, evitando o não pagamento dos proventos ou remunerações.

Com a mudança, o crédito poderá ser compensado tanto em conta corrente quanto em conta salário válidas vinculadas ao Banco do Brasil, desde que o titular seja o servidor ou beneficiário.

Informações do Jornal A Região

Frente Nacional de Prefeitos convida Ilhéus para debater vulnerabilidade socioeconômica

O encontro acontecerá no Rio de Janeiro, no próximo dia 26, com o propósito de colaborar com as prefeituras no enfrentamento de graves problemas decorrentes de receitas menores.
 
Ilhéus encontra-se entre os 100 municípios brasileiros com mais de 80 mil habitantes que apresentam as menores receitas correntes per capita, e ainda os mais elevados índices de vulnerabilidade socioeconômica. Esses dados são da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), que irá realizar no próximo dia 26, no Rio de Janeiro, uma Reunião dos Prefeitos do G100 com o Presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A própria instituição convidou Ilhéus para participar do evento, que tem a finalidade de detalhar as condições de acesso preferencial destes municípios a programas de modernização da administração tributária e da gestão dos setores sociais básicos.
 Para a FNP, esta reunião é importante, pois os G100 concentram elevados contingentes populacionais de baixa renda, e enfrentam extremas fragilidades fiscais e orçamentárias com graves déficits de infraestrutura e baixos indicadores sociais. Nesta luta para reverter este quadro, desde 2011 a FNP tem conquistado tratamento preferencial em diversas políticas públicas, como no PAC2, Programa Brasil Sem Miséria, Pronatec, Crescer (Microcrédito Produtivo Orientado), Mais Médicos para o Brasil, entre outros.

 Na pauta da reunião consta a apresentação de projetos de apoio para a inclusão produtiva com segurança sanitária, segurança alimentar e combate a fome, assim como será discutida a elaboração de projetos, itens financiáveis, aprovação e liberação de recursos do Programa de Modernização de Administração Tributária e da Gestão dos Setores Sociais Básicos (PMAT).

SECOM

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Estado debate terminal do Porto Sul

O governo do estado promove nesta sexta-feira, no Centro de Convenções de Ilhéus, audiência pública sobre o projeto Porto Sul. O evento é voltado aos acionistas da Sociedade de Propósito Específico.

Ela tem a finalidade de construir, operar e explorar o Terminal de Utilização Privado da Zona de Apoio Logístico. O Porto Sul teve a outorga publicada em dezembro. A expectativa é que a licitação seja concluída até junho.

O texto ficará disponível para consulta pública até 8 de março. Os investimentos privados para o Porto Sul serão de R$ 5,6 bilhões. Ele será usado para embarque de grãos e de minérios de ferro.

Informações do Jornal A Região

Sul da Bahia tem 200 casos de dengue

Os municípios do sul da Bahia registraram mais de 200 casos de dengue entre primeiro de janeiro e esta quinta-feira. Somente em Itabuna foram feitas 163 notificações da doença.

Além de Itabuna, foram registrados novos casos de dengue em Coaraci, Ibirataia, Ilhéus, Jussari, Ubatã, Una e Uruçuca. Salvador e Feira de Santana são as duas localidades com maior quantidade de notificações.

Na capital foram 456 casos de dengue neste ano. Em Feira foram registradas 182 ocorrências. Em todo o estado foram 1.380 casos de dengue neste ano.

Na Bahia, foram registradas três mortes causadas pela doença, sendo duas em Salvador e uma em Itabuna. No ano passado foram registrados cerca de 85 mil casos de dengue no estado.

informações do Jornal A Região  

Comissão aprova perda automática de mandato de parlamentar condenado

O presidente da Câmara espera que a proposta vá a votação no Plenário no próximo mês.
Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
Reunião para discussão e votação do parecer do relator, dep. Raul Henry (PMDB-PE)
Depois de aprovada hoje pela comissão especial, a PEC precisa ser votada em dois turnos pelo Plenário.
Comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, por 12 votos a 1, a proposta que muda a Constituição para determinar a perda automática de mandato de deputados e senadores condenados na Justiça por crime de improbidade administrativa ou contra a administração pública (PEC 313/13, do Senado).

A proposta segue agora para o Plenário da Câmara, onde terá de ser votada em dois turnos.
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, afirmou que vai apresentar a PEC na próxima reunião de líderes, na terça-feira (25), e que provavelmente a matéria será votada em Plenário em março. “Espero que a matéria tenha consenso, pois já foi aprovada pela comissão especial, e que esse consenso seja refletido na votação em Plenário”, ressaltou Alves.
Improbidade administrativa
A improbidade administrativa é a conduta inadequada de um agente público que enriquece ou obtém alguma vantagem econômica de forma indevida por causa do exercício de cargo, mandato, emprego ou atividade em órgão do serviço público.
Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
Reunião para discussão e votação do parecer do relator, dep. Raul Henry (PMDB-PE). Dep. Sérgio Zveiter (PSD-RJ)
Raul Henry: medida é muito salutar e vai ao encontro do que a sociedade espera de nós.
Também pode ser condenado por improbidade administrativa quem causar dano ao patrimônio público, com o uso de bens públicos para fins particulares; quem aplicar de forma irregular a verba pública; e quem facilitar o enriquecimento de outras pessoas à custa do dinheiro público.
Mesa declara perda de mandato
O relator na comissão especial, deputado Raul Henry (PMDB-PE), explica o que a PEC vai alterar: "O que muda agora é que, quando um deputado ou um senador for condenado com processo transitado em julgado por crime de improbidade administrativa ou contra a administração pública, ele perde o mandato automaticamente. A Mesa Diretora da Câmara ou do Senado apenas declara a perda do mandato”.
Na avaliação do parlamentar, “essa é uma medida muito salutar, que vai ao encontro do que a sociedade espera de nós. Nós vivemos uma noite aqui de muito constrangimento quando o Plenário, no voto secreto, absolveu o deputado Donadon."
O caso Donadon
Raul Henry refere-se ao ex-deputado Natan Donadon condenado por desvio de verba pública pelo Supremo Tribunal Federal e, logo em seguida, inocentado pelo Plenário da Câmara em agosto do ano passado.
Um novo processo foi aberto no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar com o argumento de que ele não poderia ter participado da votação de sua cassação. Nova votação, dessa vez aberta, ocorreu no plenário no dia 12 de fevereiro, e o mandato de Donadon foi definitivamente cassado.
Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
Reunião para discussão e votação do parecer do relator, dep. Raul Henry (PMDB-PE). Dep. Sibá Machado (PT-BA)
Sibá Machado: PEC ofende o princípio constitucional da separação dos poderes.
Separação dos poderes
O único a votar contra a PEC na comissão especial foi o deputado Sibá Machado (PT-AC). Na opinião de Sibá, a proposta ofende o princípio constitucional da separação dos poderes, usurpando do Poder Legislativo o direito de decidir sobre a perda do mandato de um parlamentar por determinação do Poder Judiciário.
"Isso, no meu entendimento, é errado, dado que o assunto que leva a esta decisão é um assunto conjuntural, e este assunto conjuntural não pode afetar um direito constitucional desta Casa”, entende Sibá Machado.

“Portanto, eu votei contrário e espero, em Plenário, convencer os pares de que nós não necessitamos mexer na Constituição para julgar mandatos já transitados em julgado pela Corte maior do País", acrescentou o parlamentar.
Decisões diferentes no STF
A PEC da perda automática de mandato foi apresentada depois que o Supremo Tribunal Federal teve decisões diferentes sobre o assunto. Em 2012, durante o julgamento do processo do mensalão, o STF decidiu que a perda do mandato deveria ser automática. Já em 2013, na ação penal contra o senador Ivo Cassol (PP-RO), definiu que a decisão final deveria ser do Senado.


Íntegra da proposta:

Reportagem – Renata Tôrres
Edição – Newton Araújo

Relator pede tempo para adequar proposta de transparência nas tarifas de transporte

Gorette Brandão

Inácio Arruda pediu mais tempo para avaliar sugestões do colega Acir Gurgacz
A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) adiou para a semana que vem a votação de projeto de lei da Câmara dos Deputados que busca permitir o controle da sociedade sobre a composição das tarifas do transporte coletivo (PLC 50/2013). Pela proposta, do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), o poder público fica obrigado a divulgar todos os itens e custos usados para fundamentar os reajustes.
Depois de prolongado debate, nesta quarta-feira (19), os integrantes da comissão acolheram o pedido de tempo do relator, senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), que defende o projeto como veio da Câmara. Ele adiantou que tentará uma solução de consenso junto ao colega Acir Gurgacz (PDT-RO), autor de voto em separado em que propõe um texto substitutivo.
Gurgacz sugere a transparência não apenas em relação às gratuidades no transporte urbano, como também quanto à meia-passagem para estudantes e ao passe-livre para idosos e pessoas com deficiência. Adicionalmente, ele sugere que todos os custos decorrentes dessas gratuidades passem a ser bancados com recursos específicos, sem onerar as tarifas pagas pelo conjunto dos usuários.
Segundo ele, dessa forma toda a sociedade estará ajudando a pagar o custo da passagem, para que esse ônus não recaia somente sobre o “trabalhador que depende do transporte urbano”. A seu ver, esse tema ainda é desconhecido e mesmo “escondido” do trabalhador. Para o senador, a discussão tem que vir à tona, para que a sociedade seja informada.
– Assim teremos condições de baixar o preço das tarifas no país inteiro, exatamente o que quer o movimento das ruas hoje – argumentou.
Quadro pré-falimentar
Romero Jucá (PMDB-RR) considerou que Gurgacz partiu de um “raciocínio correto”, o de que ousuário não deve ser onerado pelos custos das gratuidades. Lembrou o caso da capital de seu estado, Boa Vista, em que doadores de sangue, carteiros e policiais também não pagam passagem. Ele observou, porém, que o impacto recairá nas prefeituras e estas não poderão assumir os custos das gratuidades diretamente nos seus orçamentos, pois já estão em situação pré-falimentar.
– O princípio é válido, mas precisa ser trazido à luz da realidade – observou.
Para demonstrar o impacto das tarifas, ele lembrou que a prefeitura de São Paulo, ao suspender o aumento de tarifas depois das manifestações de junho passado, ficou com um “rombo” de R$ 800 milhões em suas contas. Em seguida, questionou como ficarão as prefeituras a partir do momento em que tiverem de assumir metade da meia-passagem dos estudantes.
– Seria a inviabilização daquilo que estaria sendo votado aqui – alertou.
Como solução, Jucá sugeriu um acordo para que continuassem embutidos no valor da passagem os custos tanto da meia-passagem dos estudantes e o bilhete dos idosos, os mais impactantes, para não “causar um choque nas finanças municipais”. No caso de outras que tivessem sentido social, como no caso dos doadores de sangue, as prefeituras teriam prazo de três anos para adequá-las a seus orçamentos. Alguns benefícios seriam extintos.
– Não tem porque os Correios não pagar a passagem de seus funcionários, tendo em vista que cobra para fazer as entregas, ou mesmo razão para a Polícia Militar não dar vale-transporte para os policiais – salientou.
Em reforço, Inácio Arruda afirmou que Gurgacz conhecia o tema em profundidade, podendo entender que as prefeituras já estão “muito imprensadas”, inclusive porque praticamente acabaram com a cobrança de ISS sobre o transporte urbano para assegurar a manutenção das tarifas depois das manifestações. Observou ainda que a finalidade do projeto é assegurar a transparência das planilhas de custos, e não retirar itens.
– O custo da meia-passagem para os estudantes, o mais pesado, e franquia para os idosos são conquistas. Sinceramente, não temos como jogar isso para os municípios – concluiu Arruda, antes do adiamento.
Crise energética
Na reunião, a comissão aprovou ainda requerimento do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) para a realização de audiência pública para tratar da situação energética do país. Entre os convidados, foram citados o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann; o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim; e o presidente do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp.
Outro requerimento aprovado, do senador Jayme Campos (DEM-MT), solicita ao ministro dos Transportes informações relativas à Ferrovia de Integração Centro-Oeste, considerando que os valores para a construção foram recentemente aprovados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Ele inclui entre os quesitos esclarecimentos sobre o primeiro trecho novo licitado e quando será lançado, o traçado já definitivamente aprovado e o cronograma estimado para a realização das obras, o custo final e as fontes de financiamento.
Agência Senado


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Maestro do mensalão pode pegar 22 anos de prisão



Após denúncia do mensalão do PSDB e renúncia, Azeredo tenta escapar do STF

Após perder foro privilegiado, ex-deputado, que pode pegar pena de 22 anos, aguardará resposta do ministro Luís Roberto Barroso. Envio para primeira instância torna mais provável prescrição
por Redação RBA publicado 19/02/2014 15:09, última modificação 19/02/2014 20:09
SÉRGIO LIMA/FOLHAPRESS
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Azeredo foi o grande "mestre" do esquema de desvio de recursos em Minas, segundo denúncia
Brasília – Como esperado, o deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) renunciou hoje (19) ao mandato na Câmara dos Deputados. A carta, entregue pelo filho de Azeredo, Renato Azeredo, no início da tarde ao presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), foi lida em plenário minutos depois, oficializando o afastamento do político, réu na Ação Penal 536, o processo do mensalão do PSDB mineiro.
No processo em análise do Supremo Tribunal Federal (STF), Azeredo foi apontado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, como o “maestro” do esquema. Janot afirma que o tucano desviou recursos públicos em benefício próprio para financiar sua campanha política a governador em 1998. E pede que o ex-deputado seja condenado a  22 anos de prisão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.
Logo após a renúncia, o advogado de Azeredo, Jose Gerardo Grossi, comunicou o fato ao STF. Com a perda do foro privilegiado, a defesa espera que o caso seja remetido de volta à primeira instância, decisão que caberá ao ministro Luís Roberto Barroso, relator da Ação Penal 536. O envio das acusações não é automático. No caso do ex-governador mineiro, Barroso vai avaliar se a renúncia teve a intenção de retardar o fim da ação penal.

No dia 11 deste mês, Barroso abriu prazo de 15 dias para que o advogado de Azeredo apresente as alegações finais no processo. Esta fase é a última antes do julgamento pelo plenário da Corte. Após manifestação da defesa, o processo deverá seguir para o revisor, ministro Celso de Mello, e, em seguida, para Barroso, relator da ação penal.
A questão central é que parte dos crimes prescreve já em setembro, o que deixaria o político livre de qualquer punição.
Eduardo Azeredo não esteve em Brasília. Na carta, ele afirma que as pessoas que assumem a atividade política estão vulneráveis a situações ditadas por ataques, pressões e interesses de adversários. "Uma tragédia desabou sobre mim e a minha família, arrasando o meu nome e a minha reputação, construídos com zelo permanente a partir do legado exemplar que recebi de meus saudosos pais, Renato e Ruth Azeredo – eles próprios, pessoas que também sempre se dedicaram à vida pública e ao bem de Minas Gerais e do nosso país."
Segundo ele, as acusações feitas a ele foram baseadas em testemunhos e documentos falsos. Eduardo Azeredo disse, no documento, que a contratação da agência de Marcos Valério foi uma “infeliz coincidência” que o colocou em situação de suspeita e garantiu que não é culpado de nenhum ato de peculato. “Não fiz empréstimo fictício para minha campanha de reeleição ao governo de Minas em 1998”, completa, tentando se afastar de comparações com o chamado mensalão do PT, julgado ano passado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A visão do procurador-geral, porém, é diferente. novamente tentando negar que o esquema montado em Minas Gerais foi depois reproduzido, em parte, no governo federal. Janot avalia que os recursos foram desviados dos caixas da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), da Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig) e do Grupo Financeiro Banco do Estado de Minas Gerais (BEMGE) e, as verbas, liberadas a favor da empresa de comunicação SMP&B, de Marcos Valério. 
“Há elementos probatórios absolutamente suficientes para afirmar com a segurança devida que Eduardo Brandão de Azeredo participou decisivamente da operação que culminou no desvio de R$ 3,5 milhões, aproximadamente, R$ 9,3 milhões em valores atuais.” Os desvios, de acordo com o procurador-geral, foram operados por uma “complexa engenharia financeira”.
O presidente nacional do PSDB e senador, Aécio Neves (MG), que, ainda pela manhã dizia que apenas tinha “ouvido falar sobre a renúncia”, tentou afastar qualquer rumor de que a decisão tivesse sofrido pressão do partido por conta da disputa do processo eleitoral deste ano, no qual o sucessor de Azeredo é o provável candidato à Presidência da República. "Que eu saiba não foi nenhuma. Foi uma decisão de foro íntimo que tem de ser respeitada."
Aécio Neves ainda acrescentou que Azeredo é conhecido e reconhecido em Minas Gerais como "homem de bem" e que sua decisão não provocará qualquer influência nas campanhas do partido.
No plenário da Câmara, o deputado Marcus Pestana, presidente do PSDB mineiro, reiterou a linha de argumentação do partido de tentar atenuar a importância do esquema tucano. “Não houve mensalão em Minas, não houve compra de apoio parlamentar. São fatos que se referem ao financiamento da eleição de 1998”, disse.
Já o líder do PT, deputado Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (SP), afirmou, também no Plenário, que “não deseja ao deputado Eduardo Azeredo o mesmo tratamento dado pelo Supremo Tribunal Federal aos réus da Ação Penal 470” [processo do mensalão]. “O STF tem de agir com lisura, sem ódio”, disse.
Por duas vezes, ao longo das últimas semanas, Eduardo Azeredo ameaçou se manifestar no plenário sobre as acusações feitas no processo, mas cancelou os dois pronunciamentos. O presidente do partido em Minas Gerais, deputado Marcus Pestana (MG), daria hoje (19) uma declaração sobre a situação do ex-colega e leria parte do pronunciamento de Azeredo.
Com a leitura da carta de renúncia, que ainda será publicada no Diário Oficial do Congresso Nacional, a vaga de Azeredo deverá ser ocupada pelo deputado João Bittar (DEM-MG), que hoje é suplente em exercício e será efetivado, segundo informou a Secretaria-Geral da Mesa Diretora. A vaga de Bittar passa a ser ocupada pelo deputado Ruy Muniz (DEM-MG) ou por Edmar Moreira (PR-MG), que ficou conhecido por ter um castelo de R$ 25 milhões no interior de Minas Gerais registrado em nome dos filhos.
Com informações da Agência Brasil.