quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cadê a Saúde de Ilhéus?

Convido a todos os cidadãos ilheenses indignados com o caos da saúde pública do município a participar do movimento CADÊ A SAÚDE DE ILHÉUS? que tem como objetivo pressionar as autoridades públicas da nossa cidade a restabelecer o mais rápido possível o direito a saúde em Ilhéus.

Os recursos destinados à saúde para Ilhéus estão sendo aplicados de formar equivocada penalizando os cidadãos que necessitam de atendimento médico e medicamentos.

Não podemos ficar de braços cruzados diante deste total desrespeito com a população.

Para fazer parte deste movimento você precisa estar indignado com a atual situação da saúde e fazer criticas e denuncias através dos meios de comunicação de forma sistemática até a situação da saúde em Ilhéus ficar dentro dos padrões aceitáveis.

Reivindicações imediatas:
1-Funcionamento pleno dos postos de saúde;
2-Restabelecimento dos convênios com os hospitais, clinicas e laboratórios privados;
3-Regularização dos medicamentos gratuitos;
4-Transparência na aplicação dos recursos destinados a saúde.

Jorge Reis (Tinga)
jorgereisbrito@yahoo.com.br

Secretaria de Educação lanca projeto "Conhecendo as Frutas

A Secretaria Municipal de Ilhéus iniciou nesta sexta feira, 25 de novembro de 2011, o Projeto de Educação Nutricional “CONHECENDO AS FRUTAS”, organizado pela Gerência de Alimentação Escolar (Gerente de Alimentação - Amarílio Amorim Santana), elaborado pela nutricionista Érika de Carvalho Serafim (Responsável Técnica da Alimentação Escolar) e com o apoio da Secretária de Educação Lidiney Maria Campos de Azevedo.

Este projeto está sendo realizado nas escolas municipais de Ilhéus, na Educação Infantil com faixa etária de 4 a 6 anos, oferecendo atividades de educação nutricional, palestras informativas e dinâmicas. Segundo Érika Serafim, o objetivo do projeto “é desenvolver ações de cultura e extensão, de forma a contribuir para a formação de bons hábitos alimentares. Assim como também ampliar os conhecimentos sobre os tipos de frutas, ressaltando a importância do consumo das mesmas para manter a qualidade de vida e a prevenção de doenças”.


Na foto estão Karine (coordenadora pedagógica), Amarílio Amorim (gerente de alimentação), Deíse (diretora da escola Caic), Érika Serafim (nutricionista) e Jussara Madureira (vice-diretora do Caic).

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Ministério quer postos municipais de saúde atendendo melhor a população

29/11/2011 - 18h20
Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Ministério da Saúde quer melhorar o atendimento nos postos de saúde dos municípios. Com esse objetivo, a partir de dezembro, o ministério vai liberar recursos extras para mais de 4 mil prefeituras a fim de que cumpram o compromisso em relação às metas de qualidade previstas no programa federal Saúde Mais Perto de Você. Os municípios vão receber até R$ 1,7 mil por equipe de profissionais, 20% a mais do repasse atual.

Dentro de seis meses, o Ministério da Saúde vai avaliar o desempenho das 17.669 equipes participantes, como tempo de espera para o atendimento, cobertura de hipertensos e diabéticos, acesso e qualidade do pré-natal e a satisfação dos pacientes O governo também pretende ouvir a opinião de 170 mil usuários.

Os postos de saúde serão obrigados ainda a fixar na porta de entrada placa com os serviços ofertados, horário de funcionamento, nome e escala dos profissionais, telefone da ouvidoria do ministério e do município.

Para as equipes com bom desempenho, o repasse de recurso poderá dobrar, chegando até R$ 8,5 mil mensal. Quem tiver desempenho ruim, o incentivo financeiro será cortado. Até dezembro de 2012, os repasses adicionais chegarão a R$ 821 milhões, e em 2014, somarão R$ 4 bilhões.

Com a melhora do atendimento nos postos de saúde, o governo federal quer desafogar os hospitais e reduzir as filas de espera, segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Conseguimos resolver mais problemas das pessoas quando estão perto de casa”, disse.

O programa prevê ainda a reforma de 5.272 postos saúde e a construção de 2.028, além da implantação de 38 núcleos de Telessaúde, em que os médicos podem consultar outros especialistas, pela internet ou videoconferência, sobre o diagnóstico para evitar o deslocamento do paciente para outras cidades.

Edição: Aécio Amado

Importância da mulher rural é destacada em seminário


Capacitação e assistência técnica, crédito rural, apoio à comercialização entre outras demandas foram discutidas na manhã desta segunda-feira (28), no Seminário Estadual da Mulher Rural, em Salvador. A secretária de Políticas para Mulheres da Bahia, Vera Lúcia Barbosa, ressaltou a importância do reconhecimento ao trabalho produtivo desenvolvido pelo segmento feminino, que representa maioria populacional no país, segundo o IBGE.


“O papel da mulher no campo é importantíssimo. Somos nós as responsáveis por manter o cotidiano das nossas cidades”, disse a secretária, fazendo referência ao fato da agricultura familiar representar 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros. “É um trabalho determinante, mas ainda invisível”, concluiu.

O encontro faz parte do II Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, e acontece até amanhã (29), sob organização da Superintendência da Agricultura Familiar (SUAF), Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres (SPM), EBDA e Associação das Cooperativas de Apoio à Economia Familiar (ASCOOB).

Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres - SPM
Assessoria de Comunicação – 71 3117-2819
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Flávia Azevedo - (71) 9998-0619
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CONVITE

sábado, 26 de novembro de 2011

Para onde vai a juventude?


De onde vem, onde está, para onde vai: a partir dessas três perguntas, o teólogo jesuíta João Batista Libanio analisou as tendências da juventude hoje. Em palestra realizada na Faculdade Dom Bosco, em Porto Alegre, nesta terça-feira, 3 de maio, Libanio apresentou os resultados do seu mais novo livro, Para onde vai a juventude? (Ed. Paulus, 2011, 256 páginas), que nasceu, segundo ele, de um desafio posto por outro colega jesuíta, Hilário Dick, para pensar a juventude em uma espécie de movimento.

Libanio, 79 anos, afirmou que, em seu livro, não buscou dizer que o jovem é "assim". "Como é que um velho pode falar isso?", brincou. E esclareceu que "juventude" não tem a ver apenas com a questão biológica: "Há muito homem de 40 anos com atitudes juvenis", explicou. Sua obra, portanto, busca fazer uma análise histórico-crítica da juventude, baseado não tanto em bibliografias, mas sim em sua própria experiência de vida, tendo passado por pelo menos três gerações. "Eu não digo onde os jovens estão. Apenas questiono: será que realmente caminhamos nessa direção?", comentou. E frisou: "São tendências. A gente pode mudá-las".

Das 46 tendências da juventude apontadas no livro, Libanio apresentou ao longo de sua palestra pouco mais de uma dezena. Começando por uma tendência mais biológica: de um crescimento e desenvolvimento físicos lentos (devido a uma alimentação mais fraca, com esportes mais reduzidos), passa-se a uma juventude com um desenvolvimento físico rápido. "Mas o psíquico não pode acompanhar esse crescimento. Não se pode acelerar a psique", afirmou o teólogo. "O jovem se sente muito grande de corpo, mas não sabe o que fazer com ele. A alma não cabe mais lá dentro, não o preenche. Muito corpo e pouca alma. O que acontece? O espaço que a alma não preenche vira defunto – os jovens têm uma parte mais 'defúntica'", ilustrou.

Partindo da definição de corpo de outro jesuíta, Henrique Cláudio de Lima Vaz, ou seja, como presença no mundo, maneira de se fazer presente ao mundo, Libanio afirmou que, "por crescer muito, o jovem não se dá conta dessa presença. E o que acontece? Ou vem a timidez ou representamos, fazemos muito teatro na vida", comentou, exemplificando com algumas atitudes consideradas como "rebeldes" dos jovens. "É muito comum os jovens fazerem teatro sem se dar conta. É a dificuldade de estar presente ao mundo", explicou.

Projeção e exploração

Por outro lado, Libanio trouxe para o público presente – mais de 200 pessoas – uma conceituação de duas dimensões da vida: a projetiva e a explorativa, que também se manifestam claramente na juventude. A dimensão explorativa, explicou, leva a fazer a experiência e a perceber a realidade. Já a dimensão projetiva aborda o que eu serei amanhã, e controla e reduz a dimensão explorativa. Para ele, "o jovem está diminuindo a dimensão projetiva". Comparando a "geração Dilma", a geração de 1968 que "viveu extremamente o projetivo" (as lutas por um Brasil socialista, diferente, contra o regime) e sacrificou o seu presente, a juventude contemporânea manifesta uma tendência a diminuir o mundo projetivo, vivendo sem futuro, sem esperanças. "Usufrui-se só o presente, e o futuro é entregue às traças", comentou.

Além disso, segundo o teólogo, há uma tendência de um deslocamento de uma afetividade mais de recepção dos maiores para uma afetividade mais narcisista. "A geração anterior tinha muito interesse em aprender dos mais velhos, sede de aprender de quem já tem uma tradição, uma história. A história tinha uma certa importância", explicou. Hoje, porém, diante da "cultura Google", "qualquer coisa está simultaneamente diante de mim". E, de acordo com Libanio, "a cultura do simultâneo me dá a ideia de que não há mais história, só há informação". Sai de cena a progressividade cultural e entra a simultaneidade de todas as coisas são simultâneas, o "presentismo". Assim, a juventude passa a pôr de lado o aprendizado com a tradição, "valorizando só o que se aprende momentaneamente. Não me interessa mais saber dos antigos. Aprendemos só do presente", comentou Libanio.

Isso leva também à tendência de uma felicidade sólida e permanente às felicidades momentâneas. E Libanio exemplificou a partir da questão da afetividade: antes, comentou, os jovens namoravam, palavra em cuja raiz semântica está presente o amor, "que, por natureza, quer eternidade, faz eternidade, é eternidade, como disse o teólogo Joseph Ratzinger". Hoje, ao invés, os jovens "ficam", ou seja, "é agora, começa e acaba. As felicidades não se prolongam".

Em contrapartida a uma juventude que possuía um certo medo e receio diante das experiências, passa-se a uma "busca de experiências extremas", segundo Libanio. Experiências extremas, limites, próximas da morte, como os esportes radicais, as drogas, o desrespeito no trânsito etc.

Uma outra tendência apontada por Libanio é de uma maior consciência da diferença sexual para uma possibilidade muito maior de proximidade. "A distinção entre rapazes e moças tende a diminuir. Muitos preconceitos caíram, machismos falsos desapareceram, mas, não tendo um diferente, eu sofro na minha percepção de identidade", explicou o jesuíta.

Da intimidade à "extimidade"

Isso se relaciona também ao fato de os jovens das gerações passadas serem mais pudorosos com relação à sua intimidade. Segundo Libanio, existia o lugar da confidência, geralmente a pessoas adultas, religiosas – como no caso da confissão –, lugar este que está desaparecendo. "A quem o jovem se abre? Entre si. Entre iguais, eles têm muito mais liberdade para conversar sobre seus problemas". Assim, cresce a "publicidade informática" entre os jovens, comentou Libanio, ou seja, a exposição da vida nos sites de relacionamento. Dá-se assim uma perda enorme da intimidade, passando de uma intimidade ao que alguns autores franceses chamam de "extimidade", apontou Libanio.

Mas a palestra foi apenas uma antessala para a obra, que aborda ainda diversas outras tendências percebidas pelo jesuíta também em aspectos como família, sociedade, religião. Como indicou Libanio, o livro busca ser uma análise, um olhar para essas tendências sem medo, sem clericalismo exagerado, sem julgamento: "Não é um livro moralista", resumiu. "É uma reflexão dialética – eu olho para uma tendência, vejo o que há de positivo e o afirmo, reforço. Percebo que nela há um negativo, e então o nego", explicou.

E desafiou os presentes a avançar no acompanhamento pedagógico ou pastoral da juventude mediante três passos: afirmar o positivo, negar o negativo e criar o novo. "Sem fantasia, nós não avançamos", disse Libanio, recordando um dos slogans dos jovens do maio de 1968: "A fantasia no poder".

(Por Moisés Sbardelotto)
http://www.ihu.unisinos.br

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Força Sindical e UGT apoiam projeto de precarização do trabalho

Para TST, substitutivo sobre terceirização aumentará dúvidas sobre o tema

Parecer foi aprovado em comissão especial da Câmara, sob protestos da CUT e da CTB

Por: Vitor Nuzzi, Rede Brasil Atual
Publicado em 24/11/2011, 12:55

São Paulo – O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro João Oreste Dalazen – que já havia manifestado contrariedade ao texto –, voltou a criticar o projeto de lei do deputado Sandro Mabel (PR-GO) sobre regulamentação da terceirização. Para ele, o conceito adotado pelo relator do substitutivo, deputado Roberto Santiago (PSD-SP), pode causar mais incertezas do que as atuais e não representa "o esperado avanço legislativo" sobre o tema. Assim, Dalazen externou "aguçada preocupação com o desenvolvimento legislativo do tema". E declarou apoio ao substitutivo do deputado Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT-SP).

Por usar expressões como "inerentes", "acessórias" ou "complementares" para designar atividades, "não se torna possível, com grau mínimo de certeza, estabelecer a licitude ou a ilicitude de determinadas espécies de contratos de terceirização", afirmou o ministro, em correspondência encaminhada a Mabel, presidente da comissão especial que analisa o tema.

Na quarta-feira (23), o parecer de Santiago ao Projeto de Lei 4.330/2004 foi aprovado na comissão especial, com 14 votos a favor e dois contra – dos deputados Vicentinho e Roberto Policarpo Fagundes (PT-DF). A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) protestaram, enquanto o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), apoiou o substitutivo. Já Santiago é vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Para o presidente do TST, a fragmentação da categoria profissional pode retirar dos terceirizados o poder de negociação por melhores condições de trabalho. Ele viu também uma diluição de responsabilidades. "Não diviso fundamento jurídico sustentável para que a responsabilidade da pessoa de direito público exiba-se mais severa ou diferente daquela que recai sobre a pessoa de direito privado que pratica o mesmo ato de contratação", assinala o ministro.

Dalazen avalia que o substitutivo de Vicentinho "contempla alguns significativos avanços", citando itens como a manutenção do critério de atividade-fim (extinto no texto de Santiago) e a convocação de sindicatos para acompanhar as terceirizações. A única ressalva foi feita ao conceito de responsabilidade do tomador de serviços.

No texto, o juiz afirma ainda que as condições de trabalho impostas aos terceirizados "não correspondem aos ideais constitucionais de importância do valor social do trabalho ou de respeito à dignidade humana". E cita problemas como "discriminação salarial injustificável, mitigação de direitos convencionais assegurados aos trabalhadores diretos do tomar e maior exposição a riscos de acidentes de trabalho". Dalazen lembra que, durante audiência pública sobre teceirização promovida em outubro pelo TST, ficou demonstrado que os acidentes graves ou fatais ocorrem com maior incidência entre subcontratados por meio de prestadoras de serviço.

Vicentinho alertou para o risco de redução de mão de obra efetiva por meio da contratação de terceirizados, com salários menores e condições de trabalho piores. "Os sindicatos das categorias preponderantes, que lidam com os trabalhadores, precisam saber o que vai acontecer com as empresas, se vai trocar trabalhador formal por terceirizado.”