quarta-feira, 15 de outubro de 2014

SINDICACAU TEM NOVA DIRETORIA

Reeleita com 98% dos votos, a nova diretoria do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação de Ilhéus, Itabuna e Região (Sindicacau) já tomou posse para mandato de três anos. Luiz Fernandes Pereira foi reconduzido à direção da entidade.

Para Fernandes, o aval que os trabalhadores deram à permanência da diretoria evidencia o importante papel da entidade na defesa dos interesses de seus filiados. O dirigente destaca, dentre os ganhos do último mandato, a manutenção dos ganhos salariais acima da média nacional, garantindo a reposição da inflação e ganhos reais, o aumento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e a ampliação de benefícios como cesta básica.


O Sindicacau representa os trabalhadores das indústrias moageiras Cargill Agrícola, Joanes, Inaceres, Chocolate Caseiro Ilhéus e Barry Callebaut em Ilhéus e Itabuna.

Fonte: Pimenta na Muqueca

Integrantes da diretoria do Sindicacau (Foto Divulgação).

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

"Votei em Lula e Dilma e não me arrependo", diz Joaquim Barbosa

Joaquim Barbosa, relator do mensalão, diz que Brasil evoluiu sob as gestões de Lula e Dilma e critica a imprensa brasileira: "imprensa e empresariado brasileiro estão nas mãos de pessoas brancas e conservadoras"

O “dia mais chocante” da vida de Joaquim Benedito Barbosa Gomes, 57, segundo ele mesmo, foi 7 de maio de 2003, quando entrou no Palácio do Planalto para ser indicado ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A ocasião era especial: ele seria o primeiro negro a ser nomeado para o tribunal.
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O ministro Joaquim Barbosa em seu gabinete no STF (Supremo Tribunal Federal), em Brasília
“Eu já cheguei na presença de José Dirceu [então ministro da Casa Civil], José Genoino [então presidente do PT], aquela turma toda, para o anúncio oficial. Sempre tive vida reservada. Vi aquele mar de câmeras, flashes…”, relembrava ele em seu gabinete na terça-feira, 2.

A importância de Frei Betto

Barbosa diz que foi Frei Betto, que o conhecia por terem participado do conselho de ONGs, que fez seu currículo “andar” no governo.
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“Eu passava temporada na Universidade da Califórnia, Los Angeles. Encontrei Frei Betto casualmente nas férias, no Brasil. Trocamos cartões. Um belo dia, recebo e-mail me convidando para uma conversa com [o então ministro da Justiça] Márcio Thomaz Bastos em Brasília.” Guarda a mensagem até hoje.
“Vi o Lula pela primeira vez no dia do anúncio da minha posse. Não falei antes, nem por telefone. Nunca, nunca.”
Por pouco, não faltou à própria cerimônia. “Veja como esse pessoal é atrapalhado: eles perderam o meu telefone [gargalhadas].”
Dias antes, tinha sido entrevistado por Thomaz Bastos. “E desapareci, na moita.” Isso para evitar bombardeio de candidatos à mesma vaga.
“Na hora de me chamar para ir ao Planalto, não tinham o meu contato.” Uma amiga do governo conseguiu encontrá-lo. “Corre que os caras vão fazer o seu anúncio hoje!”
Depois, continuou distante de Lula. Não foi procurado nem mesmo nos momentos cruciais do mensalão. “Nunca, nem pelo Lula nem pela [presidente] Dilma [Rousseff]. Isso é importante. Porque a tradição no Brasil é a pressão. Mas eu também não dou espaço, né?”
O ministro votou em Leonel Brizola (PDT) para presidente no primeiro turno da eleição de 1989. E depois em Lula, contra Collor. Votou em Lula de novo em 2002.
“Vou te confidenciar uma coisa, que o Lula talvez não saiba: devo ter sido um dos primeiros brasileiros a falar no exterior, em Los Angeles, do que viria a ser o governo dele. Havia pânico. Num seminário, desmistifiquei: ‘Lula é um democrata, de um partido estabelecido. As credenciais democráticas dele são perfeitas’.”
O escândalo do mensalão não influenciou seu voto: em 2006, já como relator do processo, escolheu novamente o candidato Lula, que concorria à reeleição.
“Eu não me arrependo dos votos, não. As mudanças e avanços no Brasil nos últimos dez anos são inegáveis. Em 2010, votei na Dilma.”

DE LADO

No plenário do STF, a situação muda. Barbosa diz que “um magistrado tem deveres a cumprir” e que a sociedade espera do juiz “imparcialidade e equidistância em relação a grupos e organizações”.
Sua trajetória ajuda. “Nunca fiz política. Estudei direito na Universidade de Brasília de 75 a 82, na época do regime militar. Havia movimentos significativos. Mas estive à parte. Sempre entendi que filiação partidária ou a grupos, movimentos, só serve para tirar a sua liberdade de dizer o que pensa.”

VENCEDOR E VENCIDO

Barbosa gosta de dizer que não tem “agenda”. Em 2007, relatou processo contra Paulo Maluf (PP-SP). Delfim Netto não era encontrado para depor como testemunha. Barbosa propôs que o processo continuasse. Foi voto vencido no STF. O caso prescreveu.
No mesmo ano, relatou processo em que o deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) era acusado de tentativa de homicídio. O réu renunciou ao mandato e perdeu o foro privilegiado. Barbosa defendeu que fosse julgado mesmo assim. Foi voto vencido no STF.
Em 2009, como relator do mensalão do PSDB, propôs que a corte acolhesse denúncia contra o ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo. Quase foi voto vencido no STF –ganhou por 5 a 3, com três ministros ausentes.
Dois anos antes, relator do mensalão do PT, propôs que a corte acolhesse denúncia contra José Dirceu e outros 37 réus. Ganhou por 9 a 1.

NOVELA RACISTA

Barbosa já disse que a imprensa “nunca deu bola para o mensalão mineiro”, ao contrário do que faz com o do PT. “São dois pesos e duas medidas”, afirma.
A exposição na mídia não o impede de fazer críticas até mais ácidas.
“A imprensa brasileira é toda ela branca, conservadora. O empresariado, idem”, diz. “Todas as engrenagens de comando no Brasil estão nas mãos de pessoas brancas e conservadoras.”
O racismo se manifesta em “piadas, agressões mesmo”. “O Brasil ainda não é politicamente correto. Uma pessoa com o mínimo de sensibilidade liga a TV e vê o racismo estampado aí nas novelas.”
Já discutiu com vários colegas do STF. Mas diz que polêmicas “são muito menos reportadas, e meio que abafadas, quando se trata de brigas entre ministros brancos”.
“O racismo parte da premissa de que alguém é superior. O negro é sempre inferior. E dessa pessoa não se admite sequer que ela abra a boca. ‘Ele é maluco, é um briguento’. No meu caso, como não sou de abaixar a crista em hipótese alguma…”
Barbosa, que já escreveu um livro sobre ações afirmativas nos EUA, diz que o racismo apareceu em sua “infância, adolescência, na maturidade e aparece agora”.
Há 30 anos, já formado em direito e trabalhando no Itamaraty como oficial de chancelaria –chegou a passar temporada na embaixada da Finlândia–, prestou concurso para diplomata. Passou. Foi barrado na entrevista.

DE IGUAL PARA IGUAL

É o primeiro filho dos oito que o pai, Joaquim, e a mãe, Benedita, tiveram (por isso se chama Joaquim Benedito).
Em Paracatu, no interior de Minas, “Joca” teve uma infância “de pobre do interior, com área verde para brincar, muito rio para nadar, muita diversão”. Era tímido e fechado.
A mãe era dona de casa. O pai era pedreiro. “Mas ele era aquele cara que não se submetia. Tinha temperamento duro, falava de igual para igual com os patrões. Tanto é que veio trabalhar em Brasília, na construção, mas se desentendeu com o chefe e foi embora”, lembra Joaquim.
O pai vendeu a casa em que morava com a família e comprou um caminhão. Chegou a ter 15 empregados no boom econômico dos anos 70. “E levava a garotada para trabalhar.” Entre eles, o próprio Joaquim, então com 10 anos.

RUMO A BRASÍLIA

No começo da década, Barbosa se mudou para a casa de uma tia na cidade do Gama, no entorno de Brasília.
Cursou direito, trabalhou na composição gráfica de jornais, no Itamaraty. Ingressou por concurso no Ministério Público Federal.
Tirou licenças para fazer doutorado na Universidade de Paris-II. E passou períodos em universidades dos EUA como acadêmico visitante. Fala francês, inglês e alemão.
Hoje, Barbosa fica a maior parte do tempo em Brasília, onde moram a mãe, os sete irmãos e os sobrinhos. O pai já morreu. Benedita é evangélica e “superpopular”. Em seu aniversário de 76 anos, juntou mais de 500 pessoas.
O ministro tem também um apartamento no Leblon, no Rio, cidade onde vive seu único filho, Felipe, 26. Se separou há pouco de uma companheira depois de 12 anos de relacionamento.

DEVER

Nega que tenha certa aversão por advogados. E nega também que tenha prazer em condenar, sem qualquer tipo de piedade em relação à pessoa que perderá a liberdade.
“É uma decisão muito dura. Mas é também um dever.”
“O problema é que no Brasil não se condena”, diz. “Estou no tribunal há sete anos, e esta é a segunda vez que temos que condenar. Então esse ato, para mim e para boa parte dos ministros do STF, ainda é muito recente.”
Diante de centenas de grandes escândalos de corrupção no Brasil, e de só o mensalão do PT ter chegado ao final, é possível desconfiar que a máquina de investigação e punição só funcionou para este caso e agora será novamente desligada?
“Não acredito”, diz Barbosa. “Haverá uma vigilância e uma cobrança maior do Supremo. Este julgamento tem potencial para proporcionar mudanças de cultura, política, jurídica. Alguma mudança certamente virá.”

MEQUETREFE

O caso Collor, por exemplo, em que centenas de empresas foram acusadas de pagar propina para o tesoureiro do ex-presidente, chegou “desidratado” ao STF, diz o ministro. “Tinha um ex-presidente fora do jogo completamente. E, além dele, o quê? O PC, que era um mequetrefe.”
O país estava “mais próximo do período da ditadura” e o Ministério Público tinha recém-conquistado autonomia, com a Constituição de 1988. Até 2001, parlamentares só eram processados no STF quando a Câmara autorizava. “Tudo é paulatino. Mas vivemos hoje num país diferente.”

PONTO FINAL

Desde o começo do julgamento do mensalão, o ministro usa um escapulário pendurado no pescoço. “Presente de uma amiga”, afirma.
Depois de flagrado cochilando nas primeiras sessões, passou a tomar guaraná em pó no começo da tarde.
Diz que não gosta de ser tratado como “herói” do julgamento. “Isso aí é consequência da falta de referências positivas no país. Daí a necessidade de se encontrar um herói. Mesmo que seja um anti-herói, como eu.”
Mônica Bérgamo, Folha

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

PSDB jamais colocou os pobres no orçamento, diz Dilma

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“O Brasil tem 202 milhões de habitantes, políticas que fazem a diferença têm que ser compatíveis com esse número”, diz Dilma, ao criticar os programas restritos dos tempos tucanos
O PT e o PSDB, os dois últimos partidos que elegeram presidentes da República, vão disputar o segundo turno para comparar práticas passadas e propostas de governo. Essa foi a avaliação da presidenta Dilma Rousseff, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (6) à noite, no Palácio da Alvorada.
Enquanto o governo do PT promoveu inclusão social e redução da desigualdade, a candidata à reeleição lembrou que, no período dos tucanos, o País quebrou três vezes, as taxas de juros eram altas, e o governo jamais colocou os pobres no orçamento federal.
“Todas as políticas sociais foram restritas, feitas para poucas pessoas. O Brasil tem 202 milhões de habitantes, políticas que fazem a diferença têm que ser compatíveis com esse número de habitantes”, considerou.
Foto: Arquivo
Enquanto os governos do PT fizeram o Pronatec, na gestão de FHC, PSDB fez uma lei que proibia o governo federal de construir escolas técnicas
Dilma citou como exemplo as oito milhões de matrículas do Pronatec, programa de cursos profissionalizantes bancados pelo governo, nos últimos quatro anos. Na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, foi aprovada e sancionada lei que proibia o governo federal de construir escolas técnicas.
O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego foi criado, em 2011, para ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica. A proposta de Dilma para o segundo mandato é a de oferecer mais 12 milhões de matrículas.
Ao ser perguntada sobre a situação econômica do País, a presidenta lembrou dos “monstros do passado” presentes nos governos tucanos. Dilma lembrou que na época do Armínio Fraga, cotado para voltar ao ministério da Fazenda pelo candidato tucano Aécio Neves, a inflação e as taxas de juros eram muito altas.
“No Brasil que recebemos dele (FHC), mais da metade da população era composta de pobres e miseráveis. Hoje, o País está diferente. De cada quatro brasileiros, três estão na classe média, majoritariamente ou acima, nas classes A e B”, informou.
Dilma retoma a agenda de campanha nesta terça-feira (7), em Brasília, onde se reunirá com governadores e senadores eleitos no primeiro turno pela coligação “Com a Força do Povo”, encabeçada pelo PT.
Por Rodrigo Vasconcelos, da Agência PT de Notícias


Empresários enviam carta para Wagner solicitando ingresso da Bahia no Horário de Verão

Empresários enviam carta para Wagner solicitando ingresso da Bahia no Horário de Verão
Carlos Gilberto presidénte da FIEB
Os presidentes das Federações da Agricultura, do comércio e das Indústrias do Estado da Bahia enviaram uma carta ao governador Jaques Wagner (PT) em que solicitam a entrada do estado no Horário Brasileiro de Verão, em vigor a partir do dia 19 de outubro. Os principais argumentos dos empresários foram a sincronia econômica, segurança, turismo e lazer, comércio e serviços e segurança energética, pois a Bahia precisaria estar "mais interligada às economias do Sul e do Sudeste que às da Região Nordeste". De acordo com a carta, é importante a sincronia de horário com os estados "mais desenvolvidos", onde estão os compradores dos produtos baianos e os fornecedores. "A Bahia responde por 58% das exportações da Região Nordeste (2013) e tem mais semelhanças com as economias do Sul e Sudeste. Inclusive pelo fato de que as operações comerciais internacionais e de fechamento de câmbio seguem o horário de Brasília", diz um trecho do documento. Datada do dia 1º de outubro, os empresários ainda não tiveram uma de Wagner à sua carta. Veja aqui, na íntegra.

Informações Bahia Noticias

Um Novo Caminho Para a Bahia: após 'fiasco', PSL volta a apoiar PT; PSB quer ser ‘independente’

por Luiz Fernando Teixeira
Um Novo Caminho Para a Bahia: após 'fiasco', PSL volta a apoiar PT; PSB quer ser ‘independente’
Toninho Olívio fala de 'fiasco' nas urnas | Foto: Blog do Geraldo

Com a vitória de Rui Costa (PT) para o governo do estado, Otto Alencar (PSD) para o Senado Federal e a manutenção da maioria da chapa governista na Assembleia Legislativa (AL-BA), a coligação Um Novo Caminho Para a Bahia não teve o que comemorar. Encabeçada pelo PSB, da senadora Lídice da Mata, e pelo PSL, ambos saídos da base de Jaques Wagner, os partidos integrantes (o nanico PPL também fez parte, mas não teve deputados eleitos) divergem quanto ao futuro na Bahia. De acordo com Antônio Olívio, presidente estadual do PSL, conhecido como Toninho a estratégia que o partido adotou foi infundada. "Veja bem, o PSL se afastou do governo como uma estratégia para conseguir votos, mas foi um fiasco. Nós só conseguimos uns 23 mil votos, eles não foram competentes", desabafou. Olívio garantiu que o partido irá se aproximar de Rui Costa e apoiá-lo na AL-BA, além de apoiar a reeleição de Dilma Rousseff no cargo de Presidente da República.
Lídice obteve apenas 6,62% dos votos para o governo da Bahia
Foto: Beto Jr./ Ag. Haack/ Bahia Notícias
Já a senadora Lídice da Mata, que também é presidente estadual do PSB, disse ser difícil que os socialistas voltem a apoiar os petistas. "Nós não vamos voltar ao governo, mas não vamos fazer oposição na Assembleia. Vamos trilhar um caminho independente", defendeu Lídice, que teve 6,62% dos votos na corrida ao Palácio de Ondina. A senadora, que voltou a Brasília nesta terça-feira (7), disse que a direção do partido ainda não se reuniu para decidir seu posicionamento no segundo turno dos presidenciáveis e no legislativo baiano. No total, a coligação elegeu apenas Nelson Leal (PSL), Manassés (PSB) e Fabíola Mansur (PSB) para a Assembleia Legislativa e Bebeto (PSB) para a Câmara dos Deputados.
Informações do Bahia Noticias

sábado, 4 de outubro de 2014

The Guardian comenta o favoritismo de Dilma Rousseff

The Guardian: por que Dilma Rousseff ainda é a favorita para vencer as eleições, mesmo com a oposição dos ricos e da aliança de desinformação das grandes mídias nacional e internacional?

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De acordo com artigo do The Guardian, os 12 anos de avanços sociais e econômicos no Brasil podem garantir a reeleição de Dilma Rousseff (divulgação)
Vinícius Gomes, Revista Fórum
“Quando a candidata Marina Silva ultrapassou a postulante à reeleição Dilma Rousseff algumas semanas atrás, houve enorme empolgação dentro da imprensa de negócios e no mercado financeiro brasileiro”.
Assim Mark Weisbrot, diretor do Center for Economic and Policy Research em Washington DC, iniciou seu texto para o The Guardian sobre a possível reeleição de Dilma nas próximas semanas. Como continua Weisbrot, a sorte parecia favorecer os ricos e poderosos, que estavam prontos para uma mudança após 12 anos de PT, principalmente pela desaceleração econômica do Brasil, muito por conta da recessão mundial desde a crise financeira. “Ainda assim, Rouseff resistiu a cada pancada e agora aparece no topo das intenções de voto tanto no primeiro, como no segundo turno das eleições. Como isso aconteceu?”, ele questiona retoricamente.
Weisbrot argumenta que a vasta maioria dos brasileiros olha para os últimos doze anos e percebem as incríveis mudanças no país. No texto, o britânico cita algumas delas: redução da taxa de pobreza e extrema pobreza em 55% e 65%, respectivamente, por conta do aumento nos gastos sociais – principalmente pelo Bolsa-Família, programa que Weisbrot salienta ser reconhecido internacionalmente; o aumento no salário em 84% desde 2011; a queda no desemprego, que hoje é de 4,9% (em 2003, era 12,3%) e a diminuição na taxa de trabalhadores presos no setor informal da economia: de 22% para 13%.
O número mais significativo, no entanto, é que o PIB per capita no Brasil cresceu em uma média de 2,5% ao ano, desde 2003 até 2014 – três vezes mais do que os oito anos anteriores de presidência tucana com Fernando Henrique Cardoso, “que implementou as políticas do Consenso de Washington”, permanecendo assim “um estadista muito mais preferível [do que Lula e Dilma] na capital dos EUA”. Outro número impressionante apresentado por Weisbrot é que, apesar de possuir uma das sociedades mais desiguais do mundo, 40% da população abaixo da classe média praticamente dobraram sua renda, entre 2003 e 2012.
Por apontar que os pobres foram os que mais se beneficiaram com as transformações na economia brasileira (com aumento salarial, diminuição do desemprego e mais benefícios sociais do que na década passada), Weisbrot explica que a ideia de que o Brasil sob o PT está “no caminho para a ruína” foi alimentada pela mídia nacional – que é em sua maioria contra o governo – e a imprensa internacional. Os argumentos utilizados por ambos é que a economia diminuiu “porque o governo não é suficientemente amigável dos negócios” e por um tema recorrente nas eleições, “de que o Brasil deveria ser mais amigável aos EUA e sua altamente impopular política externa na região”.
Paradoxalmente, Weisbrot argumenta que “a realidade é que a política econômica brasileira, desde o final de 2010, passou a ouvir um pouco demais o mercado financeiro: aumentando as taxas de juros e cortando gastos, quando a economia estava muito fraca”. Para ele, se Dilma vencer será porque a maioria dos brasileiros recebeu muito pelo que votou em 2010 e os brasileiros querem mais. “E eles deveriam, mas provavelmente não optarão por um retorno ao passado”, conclui corretamente o britânico.

9 dicas importantes para o dia de votar

Horários, aptos, inaptos, documentos, justificativas, etc. Conheça 9 dicas importantes para estar pronto para o próximo domingo, 05 de outubro

voto eleição 2014
Ao acordar no domingo, o eleitor apto a votar sabe que nesse dia terá uma obrigação a cumprir: visitar a urna de sua seção eleitoral e deixar ali registradas as escolhas que fez para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Simples?
Mesmo assim, muita gente perde a oportunidade de exercer esse direito por desconhecer algumas informações úteis para participar do processo democrático. O Metro Jornal ajuda aqui o eleitor a fazer bonito no domingo:

Horário

A votação em todo o Brasil começa às 8h e termina às 17h, hora local. No Brasil, os primeiros eleitores serão os de Fernando de Noronha, Pernambuco, às 7h, horário de Brasília. No Acre, a eleição começa às 10h, também horário de Brasília. Isto porque o Brasil tem três fusos horários.

Quem vota

O voto é obrigatório para alfabetizados de 18 a 70 anos. É facultativo para analfabetos, para quem tem entre 16 e 17 anos e 11 meses e para quem tem mais de 70 anos.

Documentos

No dia da votação, é necessário levar o título de eleitor ou um documento de identificação com foto.

Justificativa

O eleitor que estiver fora de seu domicílio eleitoral poderá justificar o voto em qualquer seção eleitoral do país. Basta preencher o formulário disponível nos locais de votação e apresentar o título de eleitor e um documento oficial de identificação com foto.

Necessidades especiais

O eleitor que possui deficiência ou mobilidade reduzida poderá contar com o auxílio de uma pessoa de sua confiança sem a necessidade de requisição ao juiz eleitoral, desde que o ajudante não seja mesário ou fiscal de partido.

Trabalho

O empregador é obrigado a liberar o funcionário para votar. Porém, não é obrigado a abonar faltas em dias anteriores ou posteriores à votação pelo fato de o empregado ser eleitor em outra cidade – o cidadão deve ser eleitor no local onde reside.

Lei Seca

A decisão depende de cada Estado. Em São Paulo, por exemplo, não haverá lei seca nestas eleições. Bebidas alcoólicas poderão ser vendidas normalmente.

Segurança

A Justiça Eleitoral vai aproveitar a estrutura de segurança criada para a Copa. Serão reativados os centros integrados das 12 cidades que promoveram os jogos no evento da Fifa.