segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Alemanha e Suíça optam pela BA

As delegações da Alemanha e Suíça oficializaram a escolha de Centros de Treinamentos de Seleções (CTS) no Extremo Sul da Bahia para a Copa do Mundo FIFA Brasil 2014.
O secretário Estadual da Copa, Ney Campello, anunciou, em Porto Seguro, o recebimento de ofícios dos alemães e suíços ao Governo da Bahia que oficializam a decisão.
As duas seleções optaram pela Costa do Descobrimento. A localização, aeroporto e a ampla rede hoteleira foram pontos fundamentais para a definição.
Na primeira fase, a Suíça jogará em Brasília, Salvador e Manaus. Já a Alemanha, passa por Salvador, Fortaleza e Recife.
Os alemães optaram por um CTS particular e ficarão concentrados em Santo André, povoado do município de Santa Cruz Cabrália, a 24km de Porto Seguro.
O Governo do Estado disponibilizará o Centro de Mídia, que receberá os 250 jornalistas alemães previstos para a cobertura no período do mundial de futebol.
A Suíça optou pelo Centro de Treinamento oficial de Porto Seguro. A estrutura conta com o estádio Municipal como campo de treinamento e o Hotel La Torre como unidade hospitaleira.


Informações do Jornal A Região 

sábado, 14 de dezembro de 2013

Em clima de união Carmelita assume a presidência do PT ilheense

Na última terça-feira (10), militantes, lideranças e movimentos sócias  participaram da posse da professora Carmelita. Estiveram presente na solenidade, representantes de varias tendências do partido demonstrando a grande força da militância partidária. O evento contou com presença do presidente estadual do PT Everaldo Anunciação e lideranças de outros partidos.


JABES VAI A FEIRA COM LEÃO

 O prefeito de Ilhéus Jabes Ribeiro esteve na abertura da 1ª feira do empreendedor da zona sul acompanhado pelo deputado federal João Leão (PP). Também acompanharam o prefeito, o vice Cacá Colchões, o deputado estadual Pedro Tavares (PMDB) e os vereadores Roque do Sesp e Luiz Carlos. A feira teve inicio na quinta-feira (12) e finaliza no domingo (15).  

FEIRA DO EMPREENDEDOR DA ZONA SUL

A 1ª Feira do Empreendedor da Zona Sul de Ilhéus, teve iniciou na quinta-feira (12) e vai até domingo (15). Com uma boa participação da população, a feira está sendo realizada na Praça da Urbis no bairro Hernani Sá. Vários empreendedores individuais estão participando do evento.


A feira é uma realização da Associação de Moradores do Bairro Hernani Sá.
Apoio: Vereador Roque do Sesp.















segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Projeto “A Praça é Nossa” prevê a recuperação da Praça dos caminhos 41/42

O Grupo Amigos da Praça lançou no último sábado, 07 de dezembro, o projeto a Praça é Nossa. O objetivo do projeto é a recuperação e revitalização da pracinha localizada entre os caminhos 41 e 42 do bairro Hernani Sá, com a participação da comunidade local. A primeira ação foi roçagem e limpeza. A próxima ação acontecerá no próximo sábado. O projeto conta com apoio do vereador Roque do Sesp. 




sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Uma luta contra a dominação branca e a dominação negra

por José Antonio Lima, para a Carta Capital publicado 05/12/2013 20:26
HALDEN KROG POO/EFE
mandela_EFE_Halden-Krog-Poo.jpg
Em 12 de fevereiro de 1990, quando Nelson Mandela foi solto, após 27 anos encarcerado, a África do Sul estava à beira de uma guerra civil entre brancos e negros.
"Durante a minha vida, me dediquei à luta do povo africano. Lutei contra a dominação branca, e lutei contra a dominação negra. Eu defendi o ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal para o qual espero viver e conseguir realizar. Mas, se preciso for, é um ideal para o qual estou disposto a morrer."
Nelson Mandela, na abertura de sua declaração de defesa no Julgamento de Rivonia, em Pretória, em 20 de abril de 1964
A libertação de Mandela era fruto de negociações entre o regime segregacionista do Apartheid e a resistência negra, mantidas em segredo para não estimular ainda mais violência por parte dos extremistas de ambos os lados. Havia uma imensa desconfiança a respeito das intenções de Mandela, mas mesmo após séculos de opressão e de seu sofrimento pessoal, Mandela tomou as decisões que fazem muitos considerá-lo o maior líder político de todos os tempos.
Ao levar a todo o país uma mensagem em defesa da democracia e da igualdade, o Madiba, como é conhecido no país, se tornou o artífice da reconciliação entre brancos e negros sul-africanos, evitando o que poderia ser uma sangrenta guerra civil. Foi esse homem que a humanidade perdeu decorrente de uma infecção pulmonar, nesta quinta-feira (5). O anúncio oficial foi feito em rede nacional pelo presidente da África do Sul, Jacob Zuma.
A morte de Mandela era a má notícia que os sul-africanos esperavam há anos, desde que a saúde debilitada do ex-presidente começou a preocupar. A cada internação, o país entrava em apreensão, inúmeros boatos circulavam, o governo divulgava notas oficiais, até que vinha a notícia da alta. Desta vez, foi diferente. A morte de Mandela deve jogar boa parte do país em depressão.

Violência e o fim do Apartheid

O luto não se dá à toa. Após anos lutando contra o regime da supremacia branca de forma institucional, Mandela ajudou a fundar, em 1961, o Umkhonto weSizwe, braço armado do Congresso Nacional Africano (CNA). Dois anos depois de entrar na luta armada, Mandela foi preso e condenado à prisão perpétua no famigerado Julgamento de Rivonia. Ele deixaria a prisão apenas nos anos 1990, quando se juntaria a algumas poucas figuras que tentariam colocar fim ao Apartheid.
Como o regime beneficiava diversos grupos, a resistência às mudanças seria ferrenha. Logo após a soltura de Mandela, uma onda de violência tomou conta da África do Sul. Chacinas foram cometidas várias vezes por dia em trens e outros locais públicos. Líderes comunitários e outras figuras públicas foram executados. Massacres nos guetos negros se tornaram comuns. A execução do “colar”, por meio da qual um pneu com gasolina era colocado no pescoço da vítima e incendiado, se tornou a horrenda face da violência no país. Isso sem contar a repressão violenta da polícia contra as manifestações de populações negras. Era uma época que os sul-africanos “morriam como moscas”, nas palavras do arcebispo anglicano Desmond Tutu, Nobel da Paz.
A violência daquele período era atribuída a uma guerra entre o Congresso Nacional Africano, grupo liderado por Mandela, que pregava a igualdade entre brancos e negros, e o Inkatha, movimento nacionalista zulu, um dos diversos povos sul-africanos. Essa era apenas parte da explicação. A violência generalizada era uma ação orquestrada pelas forças de seguranças do regime e pelos extremistas de direita do Inkatha. Milhares de membros da facção zulu foram treinados em campos secretos e receberam armas e dinheiro das forças de segurança do regime e de líderes brancos de extrema-direita. Alguns policiais, brancos e negros, chegavam a coordenar e participar dos massacres. Quando não havia gente do Inkatha, mercenários de países como Angola e Namíbia eram contratados. Em silêncio, para não serem identificados como estrangeiros pelo sotaque, matavam sul-africanos a esmo.
Para o Inkatha, aquela era uma luta para manter a autonomia da terra KwaZulu e buscar a independência. Para os extremistas brancos, era uma estratégia dupla: primeiro manter a argumentação de que os negros eram incapazes de se autogovernar. Caso isso não desse certo, o CNA, de Mandela, ao menos ficaria enfraquecido para a eleição presidencial que se seguiria, a primeira na qual brancos e negros poderiam votar e ser votados livremente.
A estratégia de desestabilização não deu resultados graças à força de caráter de inúmeras pessoas, entre elas o então presidente sul-africano, Frederik Willem de Klerk, e de Mandela. Entre 1990 e 1993, a África do Sul revogou leis que davam amparo jurídico ao Apartheid, desmantelou seu arsenal nuclear e convocou eleições livres para 1994. Ao contrário do que pensavam os extremistas, o CNA não estava enfraquecido por conta da violência. Nas urnas, o partido obteve uma vitória massacrante, e Mandela se tornou o primeiro presidente negro na história do país.

'Nação Arco-Íris'

No poder, Mandela operou um milagre político. O Madiba fez os sul-africanos acreditarem no seu sonho, o de que a África do Sul poderia ser mesmo uma “Nação Arco-Íris”, na qual todas as "cores" poderiam conviver de forma harmônica. Mandela conseguiu contemplar os anseios das minorias brancas e conter a ânsia por justiça de líderes negros, muitos dos quais desejavam vingança após décadas de abusos e arbitrariedade.
A face mais visível do esforço de reconciliação feita por Mandela foi o apoio à seleção de rúgbi da África do Sul, os Springboks, na Copa do Mundo de 1995. Mandela não permitiu a mudança de nome e uniforme da equipe e tornou a seleção, símbolo de orgulho dos brancos, em orgulho nacional. A empreitada teve um fim épico com a improvável vitória da África do Sul sobre a Nova Zelândia, no hoje mítico Ellis Park, em Johannesburgo. A história foi registrada de forma magistral no livro Conquistando o Inimigo, de John Carlin, e no filme Invictus, de Clint Eastwood.
O apoio aos Springboks era parte da estratégia de Mandela de liderar pelo exemplo. Para o sul-africano comum, branco ou negro, era inevitável se questionar: como pode um homem que ficou encarcerado por 28 anos deixar a prisão sem qualquer resquício de rancor e adotar um tom tão reconciliatório? Se Mandela podia, todos podiam.
O milagre da Nação Arco-Íris foi também institucionalizado. Sob Mandela, a África do Sul passou a ter programas de habitação, educação e desenvolvimento econômico para a população negra; instalou a Comissão da Verdade e da Reconciliação, que serviu como catarse coletiva para o país; e aprovou uma nova Constituição, vista até hoje como ponto central de estabilidade na África do Sul.

O legado de Mandela

Desde que assumiu a presidência, Mandela deixou claro que gostaria de ser apenas o responsável pela transição da África do Sul, e não o guia eterno do país. Ele fez isso pois desejava uma África do Sul independente, inclusive dele próprio. A África do Sul que Mandela imaginou, no entanto, não conseguiu completar o sonho do líder visionário durante sua vida. Contra a vontade de Mandela, e de sua família, sua imagem é usada persistentemente de forma política, às vezes por líderes que dilapidam seu legado. Esse processo foi agravado pelo silêncio ao qual Mandela foi obrigado a se recolher devido ao agravamento de sua doença.
Nos governos de Thabo Mbeki (1999-2007) e do atual presidente, Jacob Zuma, ambos do CNA, a África do Sul teve grande crescimento econômico, mas a desigualdade social é maior que a existente no fim do Apartheid. O CNA, por sua vez, deixou de ser o partido da liberdade para se tornar um amontoado de políticos acusados de corrupção e de agir em benefício próprio. A Liga Jovem do ANC, fundada por Mandela, passou a ser conhecida pelos atos e palavras de intolerância de seus líderes, um perigo para uma país onde a violência racial está contida, mas a tensão entre brancos e negros, não.
Apesar do uso político de sua imagem, Mandela continua sendo o bastião da democracia na África do Sul. Talvez, o distanciamento entre seu legado e a condição atual do país tenha servido para, nos últimos anos, tornar mais agudo o sofrimento da população a cada nova internação. Hoje, finalmente, chegou o dia de deixar Mandela descansar, e dos sul-africanos colocarem o país no rumo sem um exemplo vivo para guiá-los.


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Obras do Centro de Artes e Esportes Unificado serão reiniciadas a partir da próxima semana

O CEU continua sendo construído no Bairro Nossa Senhora da Vitória, com previsão de entrega até julho de 2014. As obras estiveram paralisadas devido a mudanças necessárias no projeto, exigidas pela Caixa Econômica Federal (CEF).
 
Segundo a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur), a previsão é que até o mês de julho, a comunidade do Nossa Senhora da Vitória, bairro localizado na zona Sul da cidade, será beneficiada com a entrega das obras do Centro de Artes e Esportes Unificado (CEU), parceria da Prefeitura de Ilhéus com o Ministério da Cultura (Minc), através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC II). As obras serão retomadas a partir da próxima semana, uma vez que a Caixa Econômica Federal (CEF) já efetuou os repasses necessários para a Prefeitura prosseguir com a construção que iniciou este ano e teve que ser paralisada para ajustes no projeto original.
Conforme as determinações dos engenheiros da Caixa, o andamento das obras foi interrompido para que fosse concluído o projeto das fundações do centro, que não estava contemplado na planta original encaminhada pelo Ministério da Cultura. Com a avaliação e aprovação da complementação do projeto, realizada pela Sedur, a CEF fez o repasse dos recursos.
O objetivo do CEU, de acordo com o governo, é integrar num mesmo espaço físico, programas e ações culturais, práticas esportivas e de lazer, formação e qualificação para o mercado de trabalho, serviços socioassistenciais, políticas de prevenção à violência e inclusão digital, de modo a promover a cidadania em territórios de alta vulnerabilidade social das cidades brasileiras. Por se tratar de um bairro carente de instrumentos voltados para a assistência social, o Nossa Senhora da Vitória teve a aprovação imediata para ser atendido com a implantação do CEU.
O engenheiro da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Hermano Fahning, explica que o CEU está sendo construído numa área de três mil metros quadrados, o que atende a todas as exigências do projeto, que inclui uma grande variedade de programas socioeducativos e de lazer, realidade que será primordial, principalmente no que se refere ao apoio educacional das crianças.

Estrutura– O CEU de Ilhéus será composto por dois edifícios multiusos na forma de Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), com salas também multiusos, telecentro de informática, cine-teatro/auditório com capacidade para 60 pessoa, biblioteca, cabine de projeção, tela de projeção, projetor de vídeo e reprodutor de DVD/Blue Ray. Nesses locais, e com esses equipamentos, serão realizados cursos, assim como permitirá uma ampla adoção de medidas destinadas ao entretenimento.
 SECOM